Entendendo a técnica da Criolipólise

020 CRIOLIPOLISE

A Criolipólise tem se tornado a queridinha para a diminuição da gordura localizada sem cirurgias devido aos estudos científicos que demonstram a sua eficácia, segurança e baixos índices de complicações importantes.

A Criolipólise é caracterizada pelo resfriamento localizado do tecido adiposo de forma não invasiva e sem a utilização de anestésicos. Durante a realização do procedimento e conforme o aparelho, a temperatura no local da aplicação pode variar de – 5°C a – 15°C. Essa baixa temperatura causa uma paniculite localizada (inflamação da camada de gordura abaixo da pele), que provoca a morte da célula de gordura por apoptose (morte celular programada que pode ser induzida por estímulos como o choque de temperatura).

Dor local,  aumento da região,  queimaduras ou lesões na pele são raros mas podem ocorrer,  por isso alguns cuidados devem ser tomados como por exemplo, saber se o aparelho a ser usado é certificado pela Anvisa, se a manta é para uso único daquele paciente (a manta não pode ser reutilizada!), se a manta também é certificada e se os profissionais são habilitados para realizar o procedimento.

Regulamentação

A técnica da Criolipólise foi criada em 2005 por cientistas da faculdade de Harvard, nos Estados Unidos. As pesquisas tiveram início após a constatação de paniculite nas bochechas das crianças pelo consumo de picolé. Devido a eficácia e a segurança do tratamento com Criolipólise para a redução da gordura localizada,  este recurso  obteve autorização dos principais órgãos regulamentadores mundiais,  como o dos Estados Unidos (FDA), Canadá, União Européia e Ásia.

Os aparelhos regulamentados no Brasil funcionam basicamente com uma ou duas manoplas em forma de “copo” utilizando vácuo moderado que é capaz de puxar a região a ser tratada para dentro do aplicador, que tem uma placa de resfriamento de casa lado.

Como funciona

O procedimento gera uma reação inflamatória local que desencadeia o fenômeno de apoptose e como consequência, há a diminuição da gordura localizada.  A inflamação pode ser observada a partir do segundo dia e pode durar até 30, variando de pessoa para pessoa. O pico se dá em média até o 15° dia após o procedimento e a eliminação das células de gordura ocorre por até 120 dias. A redução constatada é de até 30% da gordura local.

As células ricas em gordura demonstram ser mais sensíveis à lesões pelo frio do que as células ricas em água. Com o uso das mantas anticongelantes certificadas pela Anvisa evita-se a lesão na pele e o frio age somente na camada de gordura.

Após a aplicação

O procedimento não causa alterações hepáticas (fígado)  e nem hematológicas (sangue).  A perda da gordura é gradual e não causa danos e o lipídeo (gordura)  permanece dentro do adipócito (célula de gordura) que é digerida e evacuada pela inflamação natural que ocorre no local, sendo eliminada pelo sistema linfático.

Estudos provaram que logo após o procedimento a massagem local faz com que os resultados da Criolipólise sejam potencializados devido ao aumento do processo inflamatório local.

O uso de cinta elástica após o procedimento não obteve comprovação científica e pode ser recomendada por alguns profissionais devido ao apelo comercial.

Intervalo entre as sessões
O tempo para realização de uma nova aplicação é discutido com divergência entre os pesquisadores. A maioria recomenda intervalo de dois meses entre as sessões para uma mesma área. Os resultados finais devem ser avaliados somente após seis meses,  prazo em que demonstram que o tratamento ainda está fazendo efeito.

Quem pode fazer a Criolipólise

O paciente ideal para realizar o procedimento é aquele que está no peso ideal ou próximo dele, mas que tem deposito de gordura em uma região localizada. Abdômen,  flancos, culote,  parte interna das coxas, braços e costas são as regiões mais realizadas em homens e mulheres. Alguns homens após avaliação criteriosa podem também fazer na região das mamas.
Pessoas com sensibilidade ao frio,  hérnias no local, infecções de pele, gestantes e que tenham realizado cirurgias recentes não devem realizar o procedimento.

Cuidado!
Como a técnica ainda é nova no mercado, o custo para a realização do procedimento com qualidade é alto. Profissional com formação e experiência e clínica com boas referências são fundamentais para o sucesso da técnica e satisfação do cliente. Reforçamos a importância de profissional habilitado tecnicamente para realizar o procedimento, bem como os equipamentos (aparelho e mantas) regulamentados pela Anvisa.

Informe-se antes de se submeter a qualquer tipo de procedimento. Cuide de sua saúde!
Dayane Riggenbach – Fisioterapeuta

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